Polícia
Mãe faz apelo por Justiça meses após filha ser morta da pior forma pelo namorado em Manaus
Sandra revive a dor da perda, relata o trauma da criança que presenciou o crime e cobra condenação do acusado, que será julgado em fevereiro.
Manaus – Meses após perder a filha de forma brutal, a dor de Sandra segue sem alívio. A mãe da jovem assassinada em um caso de feminicídio no bairro Novo Aleixo, na zona norte de Manaus, fez um novo apelo público por justiça e relembrou, emocionada, os momentos que cercaram o crime que destruiu sua família.
O assassinato ocorreu no dia 8 de junho deste ano. A jovem foi morta dentro do próprio apartamento, na frente de uma criança, que além de testemunhar toda a violência, também sofreu agressões físicas e ficou profundamente abalada psicologicamente. Pela gravidade dos fatos, o caso foi enquadrado como feminicídio e homicídio.
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“Eu e a criança estamos em tratamento psicológico. Só a criança, né, que ficou muito abalada… imagina. Eu creio que ele não matou a criança porque as balas acabaram, mas ele chegou a bater nela. Foi tudo muito rápido”, relatou Sandra.
No dia do crime, Sandra estava no estado do Pará, na casa de outro filho. Minutos antes da tragédia, ela havia conversado com a filha por telefone, sem saber que aquela seria a última vez que ouviria sua voz.
“Eu tinha acabado de falar com a minha filha. Dois minutos depois, meu cunhado me ligou dizendo que ele tinha acabado de matar a minha filha. Eu entrei em choque. Ele invadiu o apartamento e matou ela na frente da criança”, contou.
Após o crime, a cena presenciada pela criança marcou profundamente todos os envolvidos. Segundo a mãe, a criança tentou socorrer a própria mãe, sem entender o que havia acontecido.
“A criança ficou em cima da mãezinha dela, tentando puxar, tentando fazer ela levantar. Ela dizia que não queria saber dele, porque ele tinha matado a mãezinha dela”, disse, emocionada.
Sandra afirma que perdeu a única filha mulher e que, desde então, sua saúde física e emocional nunca mais foi a mesma.
“Ela era a minha única filha, a mulher que eu tinha. Ela era a minha casca. Depois disso, eu não consegui recuperar minha saúde. Foi o maior baque da minha vida. A gente nunca está preparada para uma perda dessas”, desabafou.
O acusado pelo crime está preso e o julgamento está marcado para o dia 24 de fevereiro, quando o caso será levado a Júri Popular. A mãe afirma temer tentativas da defesa de minimizar a gravidade do assassinato.
“Eu quero justiça porque o advogado dele tenta dizer que ele agiu pela emoção, não pela razão. Mas já teve audiência com o Ministério Público e existem provas para acusar ele”, afirmou.
Sandra também destacou o apoio que tem recebido para seguir firme na busca por justiça.
“Eu consegui advogada, psicólogo, tudo com apoio da deputada Alessandra Campelo. Minha advogada luta comigo. Eu não vou desistir. Eu quero justiça em memória da minha filha.”
Ao final, ela faz um apelo à sociedade para que acompanhe o julgamento e dê apoio à família.
“O julgamento vai ser dia 24 de fevereiro. Eu vou precisar do apoio de vocês. Eu quero justiça pela minha filha.”
