Connect with us

Política

Autonomia ou abandono? Prefeitura de Manaus transfere problemas básicos das escolas para professores; Veja vídeo

Gestão David Almeida admite falhas estruturais, mas responsabiliza escolas mesmo com rede que atende 252 mil alunos.

Published

on

A estratégia da Prefeitura de Manaus de descentralizar recursos para as escolas municipais tem sido apresentada como solução para reduzir burocracia, mas declarações recentes do prefeito David Almeida (Avante) nesta sexta (9) levantam questionamentos sobre uma possível transferência de responsabilidades que deveriam ser do poder público.

Ao afirmar que problemas como torneiras quebradas, fogões entupidos e falhas em equipamentos “não são problema do prefeito nem do secretário”, o gestor acaba admitindo que questões estruturais básicas continuam ocorrendo na rede que atende cerca de 252 mil alunos. Para críticos, o discurso revela mais uma tentativa de justificar falhas do que de apresentar soluções concretas.

Embora a Prefeitura destaque a existência de aproximadamente 16 mil aparelhos de ar-condicionado em funcionamento, a própria fala do prefeito reconhece que basta um equipamento parar para gerar críticas generalizadas. O argumento numérico, no entanto, não elimina o problema central: a falta de manutenção preventiva e de resposta rápida por parte da administração central.

A descentralização por meio do Programa de Orçamento na Escola (Proesc) é apontada como avanço, mas, na prática, professores e gestores escolares passam a acumular funções administrativas e operacionais que vão além do papel pedagógico. Para muitos, autonomia sem suporte técnico adequado se transforma em sobrecarga.

Outro ponto sensível é a responsabilidade da Prefeitura em garantir café da manhã, almoço e merenda aos alunos. Qualquer falha nesse processo impacta diretamente crianças e adolescentes, especialmente os mais vulneráveis, tornando inaceitável a minimização desses problemas como “simples”.

Enquanto o discurso oficial tenta vender eficiência, a realidade exposta sugere uma gestão que reage às críticas, mas falha em prevenir problemas que se repetem nas escolas municipais.

Advertisement