Amazonas
Amazonas pode enfrentar cheia histórica em 2026 após ano mais chuvoso do século
Após duas estiagens severas, estado vive cenário oposto; Rio Negro começa o ano acima dos 20 metros e Defesa Civil acende alerta para risco de transbordamentos.
O cenário hídrico no Amazonas mudou de forma drástica e coloca o estado diante de um risco oposto ao vivido nos últimos dois anos.
Após enfrentar secas severas em 2023 e 2024, o Amazonas agora se prepara para a possibilidade de uma cheia histórica em 2026.
De acordo com o coronel Francisco Ferreira Máximo Filho, secretário executivo da Defesa Civil estadual, caso o volume de chuvas registrado ao longo de 2025 se mantenha durante o primeiro semestre de 2026, o estado poderá enfrentar uma das maiores cheias já registradas.
O ano de 2025 foi considerado atípico, com os maiores índices pluviométricos dos últimos 100 anos.
Esse volume extraordinário de chuvas garantiu a rápida recuperação das bacias hidrográficas, que atualmente operam dentro da normalidade, porém apresentam tendência de elevação acelerada.
Um dos principais indicadores que reforçam a preocupação das autoridades é o nível do Rio Negro, medido no Porto de Manaus. No dia 1º de janeiro de 2026, o rio atingiu a marca de 20,03 metros — a primeira vez em três anos que inicia o ano acima da cota de 20 metros.
Para efeito de comparação, em 2012, ano marcado por uma grande cheia, o nível era de 20,51 metros no mesmo período. Já em 2021, quando ocorreu a maior cheia da história, o Rio Negro marcava 21,26 metros. O patamar atual se aproxima desses anos críticos, indicando risco de transbordamentos severos.
A Defesa Civil destaca que o comportamento das chuvas até março, período que marca o fim do inverno amazônico, e a elevação dos rios até junho serão determinantes para confirmar o cenário.
O órgão segue monitorando os níveis diariamente e reforça que planos de contingência poderão ser acionados caso a tendência de subida se mantenha.
