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Morre Manoel Carlos, autor das Helenas e um dos maiores nomes da teledramaturgia brasileira, aos 92 anos
Criador de clássicos como Por Amor, Laços de Família e Mulheres Apaixonadas, Maneco estava internado no Rio de Janeiro e lutava contra o Parkinson.
Morreu neste sábado (10), aos 92 anos, no Rio de Janeiro, o autor de novelas Manoel Carlos. A informação foi confirmada pela família ao site g1. A causa da morte não foi divulgada.
O escritor estava internado no hospital Copa Star, em Copacabana, onde tratava a Doença de Parkinson.
Com uma carreira que atravessou décadas, Manoel Carlos foi autor, produtor, diretor e também ator. O velório será restrito a familiares e amigos próximos.
Conhecido como Maneco, ele se consagrou como um dos maiores nomes da teledramaturgia brasileira, responsável por novelas que marcaram gerações, especialmente pelas protagonistas chamadas Helena — personagem recorrente em suas obras. Entre seus maiores sucessos estão Por Amor (1997), Laços de Família (2000), Mulheres Apaixonadas (2003) e Páginas da Vida (2006), todas exibidas pela TV Globo.
Apesar de ter nascido em São Paulo, Manoel Carlos adotou o Rio de Janeiro como principal cenário de suas histórias, retratando a vida cotidiana, conflitos familiares e temas sociais com forte apelo emocional.
Pioneiro da televisão brasileira, iniciou a carreira como ator nos anos 1950, integrando o Grande Teatro Tupi, onde atuou ao lado de nomes como Fernanda Montenegro, Nathália Timberg e Sérgio Britto.
Também foi um dos responsáveis pela adaptação de peças teatrais para a televisão, os chamados teleteatros.
Ao longo da trajetória, trabalhou em emissoras como TV Tupi, TV Excelsior, TV Record e TV Globo. Na Record, integrou a histórica Equipe A, responsável por programas que entraram para a história da TV brasileira, como A Família Trapo e O Fino da Bossa. Na Globo, participou da criação do Fantástico e se firmou como autor de novelas a partir do fim da década de 1970.
Entre seus trabalhos mais marcantes estão também o seriado Malu Mulher, que abordou temas como feminismo, violência doméstica e direitos das mulheres, e a novela Viver a Vida (2009), que teve Taís Araújo como a primeira Helena negra do autor no horário nobre.
A última novela de Manoel Carlos foi Em Família, exibida em 2014. Além do Brasil, suas obras foram exibidas e adaptadas em diversos países da América Latina e nos Estados Unidos.
Manoel Carlos deixa esposa, filhos e um legado definitivo na história da dramaturgia nacional, sendo lembrado como um cronista sensível das relações humanas e da vida cotidiana.
