Brasil
“Não consegue comer nem dormir”, Carlos Bolsonaro diz que estado de saúde do pai piorou na cadeia
Carlos Bolsonaro afirma que ex-presidente apresenta agravamento clínico dentro da Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, onde cumpre pena determinada pelo STF.
O ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) afirmou, neste domingo, que médicos foram acionados para avaliar o estado de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro, que está preso desde o fim de novembro na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.
O ex-chefe do Executivo cumpre pena de 27 anos e três meses, imposta pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em decorrência de condenação por envolvimento na tentativa de golpe de Estado.
Segundo Carlos Bolsonaro, o pai apresentou agravamento de um quadro clínico que inclui crises persistentes de soluços, azia constante e episódios frequentes de vômito.
De acordo com o relato, os sintomas têm comprometido tanto a alimentação quanto o sono do ex-presidente, levantando preocupação entre familiares e aliados.
Em publicação nas redes sociais, Carlos informou que o médico responsável pelo acompanhamento de Bolsonaro foi chamado à unidade prisional após a intensificação dos sintomas.
Ele também afirmou que o ex-presidente enfrenta um abalo psicológico significativo, agravado, segundo ele, pelas condições de isolamento no local onde está detido.
“É perceptível o grave abalo psicológico que sofre, agravado pelo fato de permanecer sozinho na solitária”, declarou Carlos Bolsonaro na postagem, sem detalhar por quanto tempo o ex-presidente estaria submetido a esse regime.
Ainda na mesma manifestação, o ex-vereador informou que a defesa de Jair Bolsonaro protocolou, durante o fim de semana, mais um pedido de prisão domiciliar humanitária junto ao STF.
Até o momento da publicação, segundo Carlos, o requerimento ainda não havia sido analisado pela Corte.
O Supremo Tribunal Federal não se manifestou oficialmente sobre o estado de saúde do ex-presidente nem sobre o novo pedido apresentado pela defesa.
