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Amazonas

Há 5 anos, Manaus perdeu várias vidas por falta de oxigênio durante a pandemia de Covid-19; relembre as imagens mais marcantes

Mais de 14 mil pessoas morreram de Covid-19 em Manaus desde o início da pandemia.

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Amazonas – Manaus chega a janeiro lembrando um dos episódios mais marcantes da pandemia não apenas pelos relatos, mas pelas imagens que correram o Brasil e o mundo. Fotografias feitas durante a segunda onda da Covid-19 eternizaram o colapso do sistema de saúde e a falta de oxigênio medicinal nos hospitais da capital amazonense.

Cinco anos depois, aquelas fotos continuam sendo o principal símbolo do que foi vivido naqueles dias de janeiro de 2021.

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Corredores cheios, pacientes em macas improvisadas, profissionais de saúde exaustos e familiares carregando cilindros tornaram-se registros visuais de uma tragédia que ultrapassou fronteiras e chocou o país.

Imagens que marcaram a crise

As fotografias feitas dentro e fora das unidades de saúde mostraram hospitais superlotados, filas de ambulâncias e a corrida contra o tempo para salvar vidas. Em muitas delas, profissionais apareciam usando equipamentos de proteção enquanto tentavam manter pacientes respirando com os recursos disponíveis.

Aumento de internações lotou hospitais em Manaus e acabou com estoque de oxigênio. Pacientes morreram asfixiados — Foto: Edmar Barros/AP Photo

Outras imagens mostraram o lado mais dramático da crise: parentes buscando oxigênio por conta própria, caminhões descarregando cilindros durante a madrugada e tanques hospitalares sendo monitorados constantemente.

Homem carrega cilindro para tentar socorrer pacientes com Covid-19 em Manaus, no Amazonas — Foto: Bruno Kelly/Reuters

Esses registros se espalharam rapidamente pelas redes sociais e veículos de imprensa, tornando-se o retrato mais contundente da segunda onda da pandemia no Brasil.

Transferências registradas em fotos

Outro conjunto de imagens que ficou marcado foi o das transferências de pacientes para outros estados. Fotografias de macas sendo levadas até aeronaves, equipes médicas em pistas de aeroportos e aviões preparados para transporte aeromédico simbolizaram a dimensão da emergência.

Embarque de paciente em avião da FAB: tratamento no Maranhão (Foto: Arthur Castro/Secom)

As cenas mostravam a tentativa de aliviar a pressão sobre os hospitais de Manaus e garantir continuidade de tratamento a pacientes em estado grave.

O impacto visual que permanece

Para muitos moradores, lembrar daquele período é, antes de tudo, lembrar das imagens. Fotografias feitas por jornalistas, profissionais de saúde e até familiares se tornaram documentos históricos de um momento extremo.

Em apenas dois meses, Manaus teve mais de 5 mil sepultamentos – Foto: Divulgação / 2020

Especialistas apontam que esses registros visuais ajudam a preservar a memória coletiva da pandemia, funcionando como alerta permanente sobre os efeitos de crises sanitárias sem controle adequado.

Memória registrada para o futuro

Cinco anos depois, as fotos do colapso do oxigênio seguem sendo utilizadas em reportagens, estudos e exposições sobre a pandemia. Elas representam não apenas a dor e o sofrimento, mas também o esforço de profissionais e da população diante de uma situação inédita.

Mais do que números, foram as imagens que transformaram aquele janeiro em um marco definitivo na história de Manaus e da saúde pública no Brasil.

Todas as imagens dessa matéria são divulgações de fotógrafos*

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