Polícia
Quadrilha é presa por fraude milionária na meia-passagem estudantil em Manaus
Grupo usava cadastros falsos de estudantes para vender ilegalmente o benefício; prejuízo já chega a R$ 3 milhões.
Uma organização criminosa suspeita de fraudar o sistema de meia-passagem em Manaus foi alvo de uma operação policial nesta quarta-feira (14), que resultou na prisão de quatro pessoas.
Dois homens, de 32 e 41 anos, e duas mulheres, de 28 e 29 anos, são apontados como responsáveis por vender ilegalmente o benefício a pessoas que não se enquadravam nos critérios exigidos por lei.
Segundo as investigações da Polícia Civil do Amazonas, os suspeitos utilizavam redes sociais para anunciar a venda da meia-passagem, oferecendo o serviço como se fosse regular.
Para viabilizar o golpe, o grupo realizava cadastros falsos de estudantes, muitos deles vinculados a cursos inexistentes ou a instituições criadas apenas para sustentar a fraude.
A apuração teve início após o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) identificar um crescimento fora do padrão no número de registros de alunos, especialmente em cursos livres.
A situação levantou suspeitas, levando o órgão a comunicar o caso às autoridades policiais.
“Detectamos um volume incomum de inscrições em determinadas instituições, algumas sem qualquer funcionamento real. Isso acendeu o alerta para possíveis irregularidades”, explicou o delegado Charles Araújo, responsável pelo caso.
Durante a operação, foram cumpridos nove mandados judiciais, incluindo prisões temporárias e buscas em diversos bairros da capital.
O prejuízo causado pelo esquema é estimado em aproximadamente R$ 3 milhões anuais, valor que impacta diretamente os cofres públicos, já que o benefício é subsidiado pelo poder público.
O gerente do Sinetram, Tárcio Marques, destacou que a fraude compromete todo o sistema de transporte coletivo.
“Esse tipo de crime afeta diretamente a população, pois o custo acaba sendo repassado para toda a sociedade”, afirmou.
Outros dois suspeitos, identificados como Wallace Avelar Rodrigues e Rosane Negreiros Garcia, seguem foragidos.
A Polícia Civil pede a colaboração da população para ajudar na localização dos envolvidos.
