Cidades
Irmã de grávida morta após acidente na Djalma Batista comenta morte do filho de David Almeida: “A Justiça”
Comentário chamou atenção e gerou críticas na internet.
A morte do recém-nascido Davi Benedito, filho do prefeito de Manaus David Almeida (Avante) com a primeira-dama Izabelle Fontinelle, ocorrida na madrugada desta sexta-feira (23), repercutiu intensamente nas redes sociais e provocou manifestações de apoio e indignação.
Entre os desabafos que ganharam destaque nas redes está o de Gisela Junqueira, irmã da biomédica Giovana Ribeiro da Silva, que morreu grávida de oito meses em um acidente de moto na Avenida Djalma Batista.
Em publicação feita nas redes sociais, Gisela relembrou a tragédia que vitimou a irmã e a bebê que ela esperava, associando o caso à comoção gerada pela morte do filho do prefeito. No desabafo, ela fez críticas duras e afirmou que não mudaria o que escreveu, mesmo diante de reações negativas.
“Que Deus me perdoe, mas o inferno é aqui mesmo. Eu lembro das palavras do meu cunhado, mencionando que esse desgraçado também iria ser pai. Eu lembro da crueldade da família Almeida zombando da morte da minha irmã e sobrinha que nem teve a chance de respirar o fôlego da vida. Eu não me alegro em nada com essa notícia, mas não posso ser hipócrita de dizer que a justiça ainda existe. Podem me criticar, com o coração sangrando, não mudo uma vírgula do que escrevi”, desabafou Gisela, irmã da biomédica.
A biomédica Giovana Ribeiro da Silva morreu no dia 22 de junho, após a motocicleta em que estava como passageira perder o controle ao passar por uma depressão no asfalto sem sinalização, nas proximidades do Parque dos Bilhares, em um trecho da Avenida Djalma Batista. Ela foi arremessada até o canteiro central e sofreu múltiplos impactos. A bebê também não resistiu.
O caso foi investigado pela Polícia Civil do Amazonas, que concluiu que a causa do acidente foi a irregularidade na via. O Instituto de Criminalística confirmou em laudo técnico que o buraco no asfalto foi determinante para a perda de controle da moto. O marido de Giovana, que conduzia o veículo, não teve culpa, segundo o inquérito policial.
Após a tragédia, familiares e amigos realizaram protestos públicos cobrando justiça e responsabilização do poder público, chegando a se manifestar durante eventos promovidos pela Prefeitura e em atos na capital. Em nota divulgada à época, a Prefeitura de Manaus informou que lamentou a morte e afirmou que o trecho teria sido corrigido no dia seguinte ao acidente.

