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Veja vídeo: mãe chora e pede justiça após filho de 3 anos ser morto pelo pai em Manaus
Menino que faria quatro anos em outubro foi morto após discussão familiar; mãe relata ameaças e faz apelo por justiça.
Manaus – A morte brutal de uma criança de apenas três anos de idade segue provocando comoção, revolta e indignação em Manaus. O crime, ocorrido após uma discussão familiar, está sendo investigado pela Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), que registrou intensa movimentação ao longo da noite desta quinta-feira (22), com a presença de policiais, familiares e representantes da imprensa.
De acordo com informações preliminares apuradas pelas autoridades, o menino completaria quatro anos de idade em outubro deste ano. O principal suspeito do crime é o próprio pai da criança, Fernando Batista de Melo, que passou a ser considerado foragido. A Polícia Civil do Amazonas divulgou imagens do homem e solicita o apoio da população para ajudar na sua localização.
Ao longo do dia, vídeos que circularam nas redes sociais mostraram momentos de ameaça contra a mãe da criança, incluindo o uso de uma faca. As imagens, consideradas extremamente fortes, não foram exibidas por veículos de imprensa, mas reforçam o histórico de tensão vivido pela família poucas horas antes do crime.
A mãe do menino prestou depoimento por várias horas na DEHS e, ao deixar a delegacia, falou brevemente com jornalistas, visivelmente abalada. Em um relato marcado pela dor, ela fez um apelo por justiça e lembrou da personalidade do filho. Segundo a mulher, o casal estava separado havia cerca de três meses e a discussão que antecedeu o crime teria sido motivada pela cobrança de pensão alimentícia.
Ela também afirmou que nunca havia sofrido agressões físicas durante o relacionamento, o que aumentou o choque diante da tragédia. A mãe confirmou ainda que foi ameaçada com uma faca momentos antes do crime, o que evidencia a escalada de violência no ambiente familiar.
O caso reacende o alerta sobre a violência doméstica e os riscos enfrentados por mulheres e crianças dentro do próprio lar. A Polícia Civil segue com as buscas pelo suspeito, e denúncias podem ser feitas de forma anônima pelo 190 ou em qualquer delegacia. Enquanto isso, uma mãe tenta reunir forças para enfrentar a dor irreparável da perda de um filho que mal teve tempo de viver.
