Esportes
Emoção marca graduação de jiu-jítsu em projeto social na Zona Norte de Manaus
Troca de faixa na academia Restoring Dreams reuniu famílias e destacou histórias de disciplina e superação entre alunos.

Manaus – A cerimônia de graduação dos alunos do projeto social de jiu-jítsu Restoring Dreams realizada na noite dessa quarta-feira (29), na Zona Norte de Manaus, foi marcada por emoção e conquistas.
A tradicional troca de faixa, considerada um dos momentos mais importantes na trajetória dos praticantes da modalidade, simbolizou a evolução técnica dos alunos e o reconhecimento pelo esforço dedicado ao longo dos treinos.
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No jiu-jítsu, a progressão de faixas vai além da mudança de cor. O processo envolve critérios como disciplina, frequência, comportamento e desenvolvimento técnico. Segundo a instrutora Kamila Amorim, esses fatores são determinantes para que o aluno avance dentro do esporte.

(Professora Kamila Amorim com aluna da academia)
“A gente observa muito mais do que a técnica. A disciplina deles, a frequência nos treinos, o respeito com os colegas… tudo isso conta na hora da graduação”, explicou.
O impacto do projeto também é percebido dentro de casa. Para as famílias, o jiu-jítsu representa uma transformação na rotina e no comportamento das crianças. Juliana Silva, mãe de dois alunos, relata mudanças significativas desde o ingresso dos filhos nas aulas.

(Juliana e sua família fizeram parte da graduação na academia)
“Depois que eles entraram no jiu-jítsu, mudaram muito. Estão mais disciplinados, mais focados. Os dois participarem da graduação aqui na academia é uma vitória pra gente também”, afirmou.
O luto vira coragem: o Jiu-jítsu cura!
Entre os alunos, uma história em especial chamou a atenção durante a cerimônia. A estudante Rannyely Silva, recebeu a faixa amarela em meio a uma forte carga emocional. Ela perdeu o irmão, de 19 anos, vítima de um aneurisma cerebral e encontrou no esporte uma forma de lidar com a dor. Durante a graduação, a jovem prestou uma homenagem ao familiar e se emocionou ao conquistar a nova etapa no jiu-jítsu.

(Rannyely homenageou o irmão durante a troca de faixa)
“Eu faço jiu-jítsu pra ocupar minha mente e lembrar dele também. Hoje foi muito difícil, mas eu consegui”, disse a pequena atleta.
A programação foi encerrada com um momento de confraternização entre alunos, professores e familiares. Apesar do clima de celebração, o projeto, que não possui fins lucrativos, enfrenta dificuldades para se manter e depende de apoio para continuar atendendo crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade.
O professor e faixa preta Luiz Cezar de Sousa destacou que o objetivo vai além da formação de atletas.

( O faixa preta Luiz César elevou a faixa da instrutora Kamila Amorim de lilás para marrom)
“A gente não forma só atleta aqui. A gente forma cidadão. E cada faixa que eles recebem é uma vitória na vida deles”, ressaltou.

(Professor Luiz César ao lado da esposa Ijovana Costa e da pequena atleta Júlia)
A graduação reforça o papel do esporte como ferramenta de transformação social. Para os participantes, cada faixa conquistada representa não apenas avanço no tatame, mas também um passo importante na construção de novas perspectivas de futuro.
Importante:
Para quem quiser contribuir com o projeto, basta enviar uma mensagem em um dos ícones do WhatsApp ou Instagram disponíveis aqui no site. Ou CLIQUE AQUI.






