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Polícia

Criança de 2 anos que foi torturada e espancada pelo tio morre após 6 dias internada na UTI

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Manaus – Everton Gabriel da Silva, de 2 anos, morreu nesta terça-feira (10), após 6 dias internado em estado grave depois de ser vítima de tortura e espancamento. O caso aconteceu no dia 4 de outubro na rua Pedro de Alcântara, na Comunidade Monte Sião, localizada no bairro Jorge Teixeira, zona leste de Manaus.

O tio da criança identificado como Patrick Macedo Bastos, de 23 anos, foi preso na tarde desta segunda-feira (09), depois de se apresentar na Delegacia Especializada de Proteção à Criança e Adolescente (Depca). O mesmo estava sendo procurado suspeito das agressões contra a criança.

Segundo informações da 30ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom), a equipe do Hospital Platão Araújo acionou a Polícia Militar para investigar um caso alarmante de agressão física a uma criança, que apresentava múltiplos hematomas por todo o corpo.

Os policiais dirigiram-se imediatamente ao local onde o crime ocorreu, mas Patrick já havia deixado a residência e não pôde ser localizado no momento. No entanto, a tia da criança foi levada à Depca, onde prestou depoimento detalhando o ocorrido com o menino.

A criança foi inicialmente encaminhada ao Hospital Platão Araújo. Posteriormente, a vítima foi transferida para o Hospital Joãozinho, onde continuou recebendo tratamento e cuidados médicos especializados.

INVESTIGAÇÃO

Conforme a delegada Joyce Coelho, titular da especializada, a criança ficava sob a tutela dos tios pois a genitora teria abandonado o filho.

No dia do ocorrido, o menino fez suas necessidades fisiológicas no chão da residência do casal, fato que gerou revolta no tio. As agressões iniciaram a partir desse momento. A tia materna relatou que Everton teria feito a mesma coisa outras vezes e ambos reagiram da maneira violenta com ele.

Após as violências, o menor começou a ter febre. No dia seguinte não se alimentou por estar com ferimentos na região da boca e convulsionou no início da noite do dia 5 de outubro, ocasião em que a mulher o levou para o hospital.

Em depoimento, ela inicialmente atribuiu a culpa ao companheiro, mas confessou que também teria agredido o sobrinho em outras situações.